domingo, 19 de outubro de 2008

"Segredo eu quis te fazer
Quiseste todo amor esconder
Mas tudo em torno de nós
Cantava sobre a voz
Ninguém esconde o amor
Ninguém proibe o amor
É só olhar no olhar
Pro amor chegar"

ai,ai,ai...

Duas teses pra ler, pessoas pra contactar por telefone (só mulher, droga! rsrs), uns textos e algumas pesquisas pra ler pra pesquisa do jablonski; cansaço. Livros que quero ler. Trabalho (Grande!) pra fazer. G2's chegando.
E a candidíase que não melhora de vez...
=\

domingo, 12 de outubro de 2008

O que sou eu:

Dizem um monte de coisa.
Dizem que você é santo, dizem que você é feio.
Dizem que você é doce, dizem que você é estranho.
E dizem pelas costas. Ou, algumas vezes, até dizem pela frente.
Dizem e você pensa, pensa mas não faz mas nada.
E se perde.
E se mistura, com gente que não se merece, e depois se arrepende.
Dai volta atrás, depois correm os anos, e não se sabe mais o que fazer.
Perdido em um mundo sem mapa pra se achar, olha o passado, já não dá mais pra voltar.
E tudo no fim vai acabar.
Vive-se na espera, entre dois gumes, ora se nasce, ora se morre.
E se vive a esperar.
Esperar que ele te ligue,
esperar que ele te olhe,
esperar que alguém sente do seu lado no ônibus e
durma com a cabeça no seu ombro.
E se conhece gente, e se vira gente.
E olha pro alto, liberta o espírito.
Novas coisas virão.
Começa a achar a chave que solta as correntes, tá com ela na mão.
Vai botar na fechadura, ou vai dar pro seu algoz?
"Tudo o que ele dissera - sobretudo o tom com que dissera - era no sentido de apaziguá-la. E tão forte ela se sentiu através dele que, refeita e calma, disse-lhe: - Prefiro ficar ainda algum tempo sozinha, mesmo que seja tão difícil. - É um sacrifício para mim também. Mas faça como quiser, se é disso que você precisa."
(Clarice Lispector em "uma Aprendizagem ou O Livro dos Prazeres")

quinta-feira, 9 de outubro de 2008

Mary Lou sozinha no cinema


Mary Lou Está sozinha. Sozinha no cinema. Na tela, Casablanca, um filme de amor. Mas ela sente-se sozinha. Pouco importa seus companheiros da sala de projeção, que assitem o filme risonhos ou chorosos, emocionados ou românticos, com seus pares de namorados aos beijos apaixonados. Ela sente-se só. E mesmo que estivesse acompanhada, estaria só. Mesmo em meio a um grupo animado de amigos, Mary Lou estaria só. Então ela levanta e vai, só, a entrada do cinema. Sequer o 'lanterninha' está lá. E ela fica só. E chora, melancólica. Só só, sempre só, como se uma fria e grossa camada de gelo embarreirasse sua relação com o mundo.
Só...
...
Pobre Mary lou, ninguém consegue livrá-la da solidão.



azul é a cor da depressão

Hoje descobri algo importante, da qual eu não me dava conta: eu flerto com a trsiteza. Sim, meus caros amigos, ela é sedutora, como bem sabes vós.
Azul é a cor da depressão...

terça-feira, 7 de outubro de 2008

Dói um pouco, mas você sabe que é normal. Acontece. você faz, todo mundo faz. Mas quando você vê que ele também faz, dói.

Fazer o que, o ser humano tem um 'quê' de perversão...

quinta-feira, 2 de outubro de 2008

Thiago + Rave = hum...prefiro nem comentar...

:P

sábado, 20 de setembro de 2008

A crença nuclear

Pensamento automático: "Não dá para ir a uma festa e não beber"

Se isso é verdade, significa o quê?
"Que eu não consigo me divertir se não beber"

E não se divertir na festa significa o quê?
"Não vou poder falar com ninguém, dançar..."

E se for assim, O que significa?
...
"Que eu, normalmente, não sou legal."

O que significa não ser legal?
"Que ninguém pode me amar, por que não sou uma boa pessoa"

E o que significa não ser boa pessoa?
...
(...)
"Que eu sou uma porcaria, não sou de nada"


Ser uma porcaria, não ser de nada, significa o quê?
"Que eu sou um incapaz, um fracasso como pessoa"

Eis a crença nuclear.

Delírios I: Cortes

Sentiu-se mais uma vez triste. Sua vida consistia numa série de ciclos de trsiteza. Vivia entre crises, que cada vez o perturbavam mais. Sentia algo indefinível. No início, tinha medo, mas agora já não temia a agonia paranóica que lhe tomava conta todas as noites frias. E essa era uma dessas noites tristes. E ele estava lá, sentado no chão do banheiro. olhou seu rosto moreno no espelho. Tirou os óculos.
Olhou-se demoradamente. Se Observou, achando-se bobo. Socou o espelho, e a mão estourou numa enxurrada de sangue. Voltou a sentar, agora com um caco de vidro na mão. Aproximou-o com cuidado e ansiedade na dobra da coxa. e enterrou com um movimento forte e único o pedaço de vidro. Deixou escapar um suspiro longo, retirou o vidro do local, e passou a fazer cortes simétricos e horizontais na perna, chegando até a metade da coxa.
Deixou depois o sangue escorrer pelos azulejos do banheiro, levando, temporariamente, a angústia do seu corpo...
p.s- Se por ventura alguém achar que eu me corto, não, eu nunca fiz isso. Se quiserem ver, eu mostro meu corpo e vcs podem procurar se tem alguma cicatriz do tipo...

Single women desperates

Carolina- Estudante de psicologia, 21 anos, começa a série após o término do seu namoro de 4 anos. A princípio arrasada, vai entrar pro clube das "mulheres à caça" e enfrentar mil conflitos pessoais por sentir-se desvalorizada e desesperada por homens.

Poline- Amiga de Carolina, estudam psicologia na mesma faculdade. Tem 25 anos, mais experiênte e também vê seu namoro acabar. É quem vai eliciar Carolina nas noites em busca de um 'novo amor'. Juntas, vão se enfiar em várias confusões.

Wanda- Colega de classe de Carolina, tem 31 anos. Terminou o noivado a pouco tempo, e sente-se confusa pela procura do noivo que insiste em não terminar a relação. Apesar de dizer-se bem reslvida por ser gorda, não sente-se tão bem assim com seu corpo. É a mais experiente, mas nem por isso deixara de protagonizar situações engraçadas.

Ana Lina- Amiga de Daniel. Trabalha em uma livraria, e namorava com um amigo de Daniel, mas o relacionamento acaba por decisão mútua. Perdida, mais uma que entre no clube das 'Mulheres desesperadas" e acaba se envolvendo com uma mulher.

Daniel- Melhor amigo de Carolina, também estudante de psicologia na mesma faculdade. É gay e neurótico obessivo. Vive achando que o namorado vai terminar com ele. Faz terapia, e acha que tem problemas psicológicos graves.

Fernanda F.Sá- Ex-amiga de infância de Carolina. É tida por todos como invejosa, mas ninguém sabe realmente como ela é. Estuda na mesma faculdade de Poline, Carolina, Wanda e Daniel.

Brenda- Amiga de Carolina e Daniel. Obcecada pelo seu casamento no fim do ano, vive para agradar o noivo dentro de convenções sociais. Vai viver inumeros conflitos internos e situações engraçadas com seus amigos.

em breve novos personagens...^^
(Mulher recém-solteira + homem bonito e/ou gostoso) = FODA

heuheuehuehuehuehuehue

Acertou em cheio na equação, eim poly???
:P



p.s - Está aberta a temporada de delírios...

domingo, 14 de setembro de 2008

I'm waiting for your call...
"Escrever é a minha forma de entender o mundo" (Clarice Lispector)

...

Vai ser a minha também.

E você me deixa Aqui

Com essa sua mania estranha,
de um dia me amar, e outro sequer ligar.
Não te entendo, e já nem quero mais entender.
Esse filme já passou no meu cinema;
Eu não gosto de reprises quando o filme não é bom.
Você nunca reclamou dos meus comportamentos,
fico pensando que não deveria falar nada
mas já fizeram isso que você faz comigo antes
e eu não gostei. Eu sofri;
Eu chorei.
E eu cansei, dessa vez.
Não dá pra explicar...
Por que do nada você some?
Eu não sei. Um dia o calor,
noutro o frio.
Num dia um beijo, um sorriso
Noutro um falso riso contido,
uma falta de atenção
e de emoção.

Nao, sei, não quero saber
e tenho mesmo raiva de quem sabe.

decida-se,
antes que eu me decida por você...

"You're the only thing that I love
It scares me more every day
On my knees I think clearer"

(U)

domingo, 7 de setembro de 2008

A idiot

Ai,ai,ai,ai,ai...

Eu sou mesmo um imbecil infantilóide...=\

Será que me falta a Floracusão do nome do Pai???

rsrsrs :P

Não, tomara que não.

é, sem eu sentir, a minha vida sempre foi uma comédia "primetime waner channel"...só que eu tô mais pra "old christine" do que pra "Friends".

...

E diremos adeus às Neuroses...

Rumo a uma vida melhor?

terça-feira, 2 de setembro de 2008

“Sou o que se chama de pessoa impulsiva. Como descrever?Acho que assim: vem-me uma idéia ou um sentimento e eu,em vez de refletir sobre o que me veio, ajo quase queimediatamente. O resultado tem sido meio a meio: às vezesacontece que agi sob uma intuição dessas que não falham, às vezes erro completamente, o que prova que não se tratava de intuição, mas de simples infantilidade.Trata-se de saber se devo prosseguir nos meus impulsos. E até que ponto posso controlá-los. [...] Deverei continuar a acertar e a errar, aceitando os resultados resignadamente? Ou devo lutar e tornar-me uma pessoa mais adulta? E também tenho medo de tornar-me adulta demais: eu perderia um dos prazeres do que é um jogo infantil, do que tantas vezes é uma alegria pura. Vou pensar no assunto. E certamente o resultado ainda virá sob a forma de um impulso. Não sou madura bastante ainda. Ou nunca serei.”

(Clarice Lispector)

sábado, 30 de agosto de 2008

Sábado a tarde, tédio;

Rola aquela depressãozinha básica ao som de Amy Winehouse...

Vontade de pedir Desculpas ao mundo, quando você percebe que ainda anda agindo "idiotamente" em alguns departamentos da sua vida...

...E ao inves de pedir desculpas, fala-se com a Lara!!!
hahahahahahhahaha




Excuse-me people!

Fraülein Wunder Brunnette

O olhar vago, a mudez quase que voluptosa. Poucas palavras, mas olhos abertos. Vontade e desejo jamais faltavam. Não era difícil, nem complicada, era simples. Só, e nada mais.

E Então ele fugiu...

Embora não sentisse que era a hora, ele fugiu. Colocou os dois pés na estrada, e se pôs a caminhar. Sem rumo, como sempre sonhou. Mas a chuva dominou seus caminhos, e enxarcou-lhe a cabeça e os pés. Sentia o frio cortar-lhe os ossos, como se soprasse de seu embigo para fora. Tremia. Mas não cogitava voltar. Queria ficar longe. Longe, longe, de tudo...queria ficar só. Mas o frio...
Sentou-se no meio-fio. Já estava molhado mesmo, pouco importava. Sentou, e ficou olhando as gotas de chuva que castigavam a poça d'água sob seus pés. Jogou a cabeça para trás, e riu, deixando que a chuva escorresse para dentro de sua boca. Saboreou a água insípida, e cuspiu-a. Esfregou os olhos, e levantou-se, sem saber o que fazer. Poderia ficar a eternidade sentado sob o meio-fio, sentindo aquilo que o fizera fugir pulsar no peito, como se fosse explodi-lo por dentro. queria vomitar aquilo que o pesava, mas não podia. Não havia comido, não havia o que vomitar. Lembrou das pessoas que o rodeavam. Não queria Vê-las, nem queria ouvi-las, não por enquanto. Não sabia o que era, mas não queria conversar com ninguém. A solidão, somente ela, doce e volupta poderia lhe dar o conforto que buscava. Mas apesar disso, o colo que a solidão lhe oferecia era desconfortável, e pouco amenizava aquilo que lhe tomava o peito e a cabeça. Chutou a poça d'água, e caiu sentado. Demorou-se para levantar. Mas, então, logo que o fez, correu. Rápido, veloz, escorregando pelo piso molhado ele correu. Mas não correu o bastante, para evitar o carro que vinha atrás, e a última coisa que sentiu foi seu corpo batendo contra o frio e duro capô do taxi, e sentiu-se içado ao ar, até que bateu forte contra o asfalto, vários metros à frente.

quinta-feira, 21 de agosto de 2008

Drogas

Quero do fundo do meu coração que qualquer usuário de maconha, cocaína, crack, ou qualquer outra dessas merdas Se foda de todos os modos possiveis e imagináveis por conta de seu vício imbecíl.

Sim, eu sou um futuro psicólogo e acho deprimente, decepcionante, abominável, totalmente babaca e Absolutamente degradante quem usa e/ou acha bonito isso.

Pois bem, fica aqui meus sinceros votos de que a polícia os prendam, que sejam processados e percam a vida pelo vicio.
Ou coisa pior.

segunda-feira, 18 de agosto de 2008

Você pode atravessar a rua e,
não mais que de repente,
se apaixonar por um outro alguém.

...
Será mesmo?

...
Se for assim, de que adianta se entregar num relacionamento?

Cara valente

Não, ele não vai mais dobrar
Pode até se acostumar
Ele vai viver sozinho
Desaprendeu a dividir...
Foi escolher o mal-me-quer
Entre o amor de uma mulher
E as certezas do caminho
Ele não pôde se entregar
E agora vai ter de pagar
Com o coração
Olha lá!
Ele não é feliz
Sempre diz
Que é do tipo Cara Valente
Mas veja só
A gente sabe...Esse humor
É coisa de um rapaz
Que sem ter proteção
Foi se esconder atrás
Da cara de vilão
Então, não faz assim rapaz
Não bota esse cartaz
A gente não cai não...
Ê! Ê!
Ele não é de nada
Oiá!!!
Essa cara amarrada
É só!
Um jeito de viver na pior
Ê! Ê!
Ele não é de nada
Oiá!!!
Essa cara amarrada
É só!
Um jeito de viver
Nesse mundo de mágoas...


Marcelo Camelo

quinta-feira, 14 de agosto de 2008

Monitoria, Duas pesquisas e (Será?) Estágio...

Pesquisa da Euchares (sobre Drogas), Pesquisa do Jablonski (sobre Casamento), Monitoria da Ana Stingel (processos psicológicos básicos) mais um futuro estágio na empresa Júnior Puc (Se Deus quiser!!!)

Será que eu aguento???

Só o tempo dirá...

E hoje, depois das deprimentes e neuróticas aulas sobre AIDS, Adicções. Descobri que o Thiago é um alcoolista (não, nem vou por risadinha porque não é engraçado), e outras coisas mais que podem acontecer pelo uso e abuso de substâncias "psicoativas". Também descobri que sou vivciando (em chocolate e cafeína).

vou entrar pros chocólatras e cafeinádos anônimos.

domingo, 10 de agosto de 2008

Fuga

Ele iria fugir. A Resolução estava pouco à pouco tomando forma na sua cabeça. Já vinha ganhando espaço entre seus pensamentos, feito uma erva daninha entre as rosas, desde o início daquele ano. Estava decidido. Não queria pensar muito, pensar o faria desistir. Não, não iria desistir novamente. Dessa vez era pra valer.
Seria nessa semana mesmo, mas ainda não havia decidido o dia. Não, nem era preciso pensar muito em datas, mas sabia que seria nessa semana. Acordaria de manhã, e ao levantar, saberia 'hoje é o dia'.
Era mesmo uma Fuga? Ou uma busca ? E busca de quê?
Ele não sabia dizer. Mas não precisava procurar certezas para fugir. Estava fugindo em busca das certezas. Fugiria, sem rumo a princípio; o vento, a alma e os pés o levariam onde precisaria chegar.
Por um segundo refletiu em tudo que deixaria para trás, apenas por um breve segundo. Pensou se haveriam lágrimas, saudades, indignações. Pensou que seria injusto. Não, pare de pensar, disse. Pensar não ajuda, não agora. Não pensarei, pensou, num paradoxo mental. E voltou a confusão original. Chega, berrou mentalmente, e abriu as janelas do ônibus para sentir as fortes rajadas de vento açoitando seu rosto.
Fugir, fugir...
...
Desceu do ônibus, caminhou lentamente, mancando do dolorido pé, até em casa. Comeu, deitou, dormiu. Amanhã seria mais um dia. E depois outro, e depois outro, e depois... aguardaria o dia da fuga, como uma criança aguarda a visita do papai Noel no natal.

quarta-feira, 6 de agosto de 2008

E realmente preciso deixar de pensar...

...Em você.

The Corrs

"You're no good no no good for me
You have no idea...
That I'm walking through the clouds
When you're looking at me
I'm feeling like a child
Vulnerability
I am shaking like a leaf if you move close to me
And you're all that I see
But it's no good for me"

1º Dia

das aulas ontem...

Comunicação e teatro vai ser A MATÉRIA do semestre! Acho que vou gostar dela muito. É mais voltada para comunicação social, inclusive para publicitários, voltada para publicidade do teatro, mas a professora disse que iria abordar assuntos que todos gostassem, e que talvez cada um faria como g1 e g2 um trabalho de interesse próprio!
Genial!!

PTO igual ao que eu esperava. Aborgadem, um saco. Nada de novo, e o G.G. decididamente não é engraçado.

Métodos quantitativos (leia-se ESTATÍSTICA!) é um pesadelo. Pensei que nunca mais iria ver matemática...mas... :'(
Mas a Carmen é ótima!
Engraçada, auto-confiante. E almoça no bandejão com os alunos.
"Great"!!!

Falta assistir Ética Cristã amanhã. Hoje, a última consulta com a Lara no SPA.

É isso...

segunda-feira, 4 de agosto de 2008

Lembranças duma infeliz noite do passado...

Imagina a cena: uma cama enorme, ambiente com luz negra, música eletrônica com batida cadenciada, três mulheres e 14 homens transando e uma caralhada de gente em volta olhando. Pois é, foi assim que começou o desafio de Gang Bang na quinta passada. A maioria dos casais chegou cedo e como nesta festa não houve limitação do número de solteiros, eles também puderam entrar logo. Teve neguim que chegou lá ao meio-dia pra garantir lugar... Foi mais gente do que esperávamos. Tínhamos limitado em 100 a quantidade de casais, mas achamos sacanagem deixar de fora da farra os oito últimos que chegaram. A quantidade de solteiros não alcançou o máximo e ficou em 44. Poderiam ter entrado mais seis. A expectativa pelo começo do desafio era grande, mas antes fizemos a tradicional entrega das camisinhas coladas nos corpos da Alice e da Patrícia. Esta semana elas tiveram o reforço da Marise, que preparou um biquíni especial de chocolate. A Alice estava fantasiada de coelhinha e a morena com um espartilho de matar qualquer um de tesão. Ô mulé gostosa! Depois da campanha politicamente sacana, fomos todos para a 402 dar banho de chocolate nas voluntárias. Por causa da Páscoa, ao invés do tradicional banho de açúcar, nós lambuzamos as gostosas com calda de caramelo e chocolate. Como tinha muita gente para ajudar a limpar as mulheres, tivemos que limitar a participação em cinco lambidas por pessoa. O problema é que todo mundo só quer lamber os mesmos lugares. Não lembro de ter visto ninguém lambendo o cotovelo da Patrícia ou o tornozelo da Marise. Então carrega-se mais nas partes pudicas e pronto, todo mundo sai feliz da vida. Alguns precisam ser tirados à força, mas nada que um banho frio não resolva. Bem, depois de tanto encher lingüiça, fomos para a cama altar dar início ao que todos esperavam. Muita gente já estava no terceiro andar mandando ver e nem quis saber de guenguibangui. Mesmo assim a boate estava lotada. O DJ anunciou o começo do desafio e subiram Alice, Marise e Juliana para a grande suruba. Isso mesmo, na verdade esse treco é mesmo uma suruba. Só trocaram o nome pra ficar mais comercial. Esse negócio aí o Calígula já fazia em Roma com as mulheres dos senadores, lembra? Por falar em trocar o nome das coisas, quem tem mais de 40 anos deve lembrar que na década de 60 o cara que não tinha uma perna era chamado de perneta. Depois este mesmo camarada sem perna passou a ser chamado de aleijado. O tempo foi passando e ele virou paraplégico. Quando começou a aparecer esse negócio de ONG, virou deficiente físico. Agora a coisa anda tão chique que nosso perneta velho de guerra é chamado de pessoa portadora de necessidades especiais. É mais ou menos o que aconteceu com a velha suruba... A maratona estava animada, mas começou a ficar perigosa. A cama altar é suspensa e já tinha quase vinte pessoas lá em cima. Resolvemos transferir e distribuir todo mundo pelas outras suítes. Só quem ficou na cama altar foi a Marise. Que disposição, quanto fôlego, que resistência... A lourinha traçou 39 marmanjos. Fez pela frente, por trás, por cima e várias duplas penetrações. O marido dela estava ao lado o tempo todo contabilizando e conferindo as camisinhas. Não teve pra ninguém. Ela é a nova rainha do Ibiza. A Alice bem que tentou, mas esta foi a sua primeira vez. Minha mulher até que se esforçou mas parou no décimo segundo. Ela deu uma idéia muito interessante. Que os mais bem dotados ficassem para o final. Na entrevista logo após a partida ela disse – Bem, eu vim para disputar, mas sabe como é, estamos aqui para somar, o importante é competir e vamos nos concentrar para ganhar os três pontos no próximo jogo. A coitada deu azar de pegar uma meia-dúzia de pés-de-mesa e acabou não indo muito longe. E olha que o nosso amigo Tigre não estava lá... Ela prometeu treinar mais para o próximo desafio que deverá acontecer em maio. Aliás, o sucesso do Gang Bang foi tão grande que estamos pensando em destinar uma quinta por mês para ele. Aceitamos sugestão. Tá tudo muito bom, tudo muito legal, tudo muito animado, mas houve problemas também. Alguns casais escolheram logo esta festa para fazer a estréia. Imagina isso... Teve um que entrou, não ficou meia hora e saiu como se a mulher, pálida coitada, tivesse visto o bicho papão. Como se a Cuca tivesse aparecido pra ela e feito búúúúúúúú. Dureza... Nós tivemos o maior cuidado de avisar a todos sobre o tema da festa. Não houve uma só pessoa que entrou desavisada. Mas acho que muitos não levaram fé que a 18A é uma festa onde as coisas acontecem. Até casais mais experientes que estão acostumados aos clubes tradicionais, com pista de dança, show de strip tease e inocentes sarrinhos no escuro se impressionam com o Ibiza. Uma coisa muito boa pra todos foi que, apesar da quantidade de solteiros presentes, não houve uma reclamação sequer de abordagem indevida. Só reclamaram de um mala (sempre tem algum para encher a porra do saco) que não comeu ninguém, mas bebeu champange demais e ficou falando alto ao lado dos casais transando. Sobrou pra mim o bagaço da laranja... tive que falar meia dúzia de grosserias no ouvido do chato e mostrar pra ele a saída. Não sabemos se é o clima erotizado do hotel, se são as provocações feitas pelas brincadeiras do açúcar e da camisinha, mas o fato é que o bicho pega pra valer. Não há uma alma que saia de lá sem fazer ou ver alguma coisa. Alguém disse na semana passada que a 18A separa os homens dos meninos. Gostei disso. Esta foi nossa intenção quando criamos a 18A. Não agüentávamos mais a mesmice, não queríamos uma festa mais social do que sexual. Estava muito difícil alguém se excitar e transar com gente vendo novela na mesma suíte. Não dava pra fazer sexo animal com neguim ao lado trocando receita de bobó de camarão. Então é isso. A 18A continuará ousando a cada quinta-feira. Deixe o mau humor de lado, prepare a patroa e venha correndo participar da festa que está, de novo, fazendo as coisas acontecerem.

ODEIO A BARRA DA TIJUCA!

Fiquei esperando meu ônibus hoje por quase uma hora.

Que lugar de merda!

¬¬'

Relacionamento perfeito - Lya Luft

O assunto pode ser dramático ou engraçado, tão humano e tão difícil de entender.
A mim, sempre buscando explicações e significados porque tão pouco entendo, me ocorre falar ou escrever exatamente sobre aquilo que menos sei. Trabalho interminável, espécie de suplício de Tântalo: o pobre todo dia empurrando montanha acima uma grande pedra que voltava a rolar pela encosta, a fim de que o torturado recomeçasse mais uma vez.
Querer alcançar o significado das coisas, da vida, das gentes, de seus relacionamentos e desencontros, é um pouco assim.
Seguidamente me indagam – ou tento imaginar – o que seria um relacionamento perfeito. Eu ia escrever “casamento”, mas preferi a outra palavra, porque ela não tem nada a ver com cartório e burocracia, opressão ou coerção social e familiar: tem a ver com querer se ligar a alguém, e querer continuar ligado.
Cada dia, ao acordar, fazer de novo a escolha: eu quero mesmo é você comigo.
Mas “perfeito” é uma palavra tola: perfeição, só no céu de todas as utopias. Aqui, nesta nossa terra nada utópica, perfeição me pareceria um pouco entediante: como, nada a reclamar, tudo assim direitinho?
Olho pela janela e bocejo: muito sem graça, a tal perfeição. O céu com anjos tocando harpa pelo tempo sem tempo me deixava pasmada já na infância. Nada mais? Nem uma brincadeira proibida, um escorregão nas nuvens, uma risada na hora do sagrado silêncio... nem uma transgressãozinha na ordem celestial?
Minha alma indisciplinada não encontraria alimento nem estímulo, e ia-se desfazer em fiapo de nuvem embaixo de algum armário onde se guardassem os relâmpagos e os trovões, e todas as duras sentenças.
Então, relacionamento perfeito, nem pensar.
Mas uma ligação de cumplicidade e ternura, de sensualidade e mistério, ah, essa eu acho que pode existir. Como todos os contratos (não falo dos de papel mas de corpo, coração e mente), esse precisa ser renovado de vez em quando: a gente tira o contrato da gaveta da alma, e discute. Briga talvez, chora, reclama, mas ainda ama, ainda deseja. Ainda quer o abraço, o passo no corredor, o corpo na cama, o olhar atento por cima da xícara de café... quer até a desorganização e a ruptura, para depois de novo o que é bom se reconstruir.
Que seja vital: isso me parece uma boa parceria. Que seja dinâmica, seja lá o que isso significa em cada caso. Pelo menos, não acomodada; mas muito aconchegante.
Que seja sensual e amiga, essa ligação: se não gosto do outro como ser humano, com seus defeitos, sua generosidade e egoísmo, força e fragilidade, se não o quereria como amigo... como então, mesmo com tempero do desejo, posso me relacionar com ele para uma vida a dois?
O tema é quase infinito: pois cada caso é um caso, assim como cada casal é um casal, e cada fase da vida do indivíduo ou dos dois é diferente.
O bom é quando essa constante transformação se faz para maior cumplicidade, e não mais distanciamento.
Que um relacionamento não seja prisão; que não seja enfermaria nem muleta; mas que seja vida, crescimento (turbulências eventuais incluídas).
Que seja libertação e ajuda mútua; não fiscalização e condenação, a sentença pronunciada numa frase gélida ou num olhar acusador, ar de reprovação ou lamúria explícita.
Que seja cumplicidade, porque a vida já é difícil sem afetos. O som dos passos no corredor pode ser um conforto inacreditável, o corpo ao lado na cama uma âncora para a alma aflita. O entendimento recíproco é um oásis no isolamento desta nossa vida pressionada por tempo, dinheiro, regras, mil solicitações de família, trabalho, grupo social, realidade do mundo.
Que seja presença e companhia, o relacionamento bom: pois a solidão é um campo demasiado vasto para ser atravessado a sós.
LUFT, Lya; in Pensar é transgredir.

...

Eu ligo.
O telefone toca.
Ninguém atende.

Queria não pensar tanto em você...

domingo, 3 de agosto de 2008

Taurino

Acho que estou começando a descobrir quem eu sou...
muito pouco animado, muito triste e cabisbaixo. Teimoso.

E alguém disse o que sempre quero. "Estabilidade em relacionamentos" (sejam eles quaisquer). Meus queridos amigos, tenho pena de vocês que são proximos do Di.

Quem tem saco pra se aproximar de mim? =/

amor, amor

O que fazer quando você se pega no meio da noite acordado pensando naquela pessoa?
O que fazer quando você lembra dela, em meio a uma aula, e não consegue se concentrar em mais nada?
O que fazer quando você fica ansioso de encontrar aquela pessoa, fica olhando pro telefone esperando ele tocar, fica triste se não toca, se desepera se não te liga...
O que fazer quando você planeja uma saída com essa pessoa, e fica na expectativa até a hora marcada, vivendo aquele dia todo só pra esse encontro?
O que fazer?

O que fazer quando se descobre sentindo uma coisa tão assim, que tem até medo de falar.
O que fazer quando faz coisas idiotas e fica se sentindo um lixo depois, só em nome disso que você sente, mas que não dá sentido às suas ações, nem as explica?

O que fazer?

Ligar, às duas da manhã (porque é a hora que você sabe que ele ainda deve estar acordado) só pra dizer, todo envergonhado "eu amo você" e desligar correndo, constrangido?
Ou Escrever um depoimento (mais um, já são quase 20!) Dizendo como você se sente?

O que fazer se, depois disso tudo, você se sentir um bobo imaturo, grudento, chato, carrapato que gruda e não solta, e fica com medo de você mesmo por ser assim?

O que fazer...o que fazer?

Essa coisa que você sente, e que faz você agir assim, ora de forma muito agradável, boa, realmente legal, e em outras, de forma mesquinha, boba, infantil e realmente chata, como se chama essa coisa?

Que nome dar a isso que você sente, que você fala, que você chama, que você quer, que você quer demonstrar, mas não consegue, por mais que tente?
Que nome? que nome?

...
(leia o título!)

Mas mesmo chamando assim, serve de desculpa pra você ser assim?

Transar, comer e dormir

Tem coisa melhor?

Fim das férias

É o fim. Das férias.
de novo a maratona (da qual eu não participo, mas dessa vez prometi a mim mesmo que irei fazer parte) de textos e leituras, trabalhos e aulas. Vou fazer a loucura de estudar de 7 às 5 na terça e na quinta. Mas não vou ter aula às quartas. Segunda, só tem pesquisa à tarde. E sexta só tem 2 aulas, às 9 e às 11. Vamos ver se saí o laboratório de PPB, se não, vai ser só isso. Devemos ter também 2 consultas com a Lara...mas isso só vai aocntecer se o FESP deixar...
enfim...

Arroubos de alegria e entusiasmos, acompanhados de desânimo e sensação de estranhamento e incômodo.

É tão difícil ser eu mesmo.às vezes eu queria fugir. De tudo, e todos. Dos pais, dos amigos, dos estudos, do namoro, da vida. Viajar por uma estrada por uns dias, sair num lugar novo, finjir que sou outra pessoa e começar uma nova vida...hahaha, parece até roteiro de filme barato da sessão da tarde.

Não, fugir não resolve nunca. Quem bebe, fuma, ou usa drogas, usa a sensação que as addicções causam pra fugir de alguma-coisa. Sempre. Se não, não haveria a necessidade de entrar nesse semi-transe imbecil. E as pessoas realmente são burras, porque não percebem que é uma fuga momentânea, e que embreve, estarão lá de novo, em busca do portal que permite a fuga. Não, fugir não. Além do mais acho que sentiria demais saudades de certas pessoas...

E pra terminar, Estou a pensar nas coisas que faço de errado, ou que pelo menos acho que faço errado. Deu uma lista enorme. Será que dá pra consertar?

sábado, 2 de agosto de 2008

Maratona odeon

Poucos comentários.
Chata.
Só curti o filme do zé do caixão.
Os outros, são meio...'blerg'.

E o Thiago tá trabalhando num albergue...Falando nisso eu só consigo lembrar do filme do Eli Roth, "the Hostel".

hahahahahahhahahahhahahaha

quinta-feira, 31 de julho de 2008

Sei lá...

Ontem a consulta foi sei lá, estranha, incômoda. Eu não tava muito afim de ir..."transferência".

Cansei, cansei de pensar, cansei da porra toda. Dane-se o mundo, foda-se tudo!

É isso. Só queria deixar registrado.

Liguei o foda-se.

terça-feira, 29 de julho de 2008

E hoje foi minha primeira vez...

...Conduzindo uma dinâmica de grupo. Ok, com três pessoas, mas foi legal!

Claro que como todas as primeiras vezes de alguma coisa, não foi bem como eu planejava, mas valeu a pena. Me fez lembrar de coisas que pro Di de 16 anos eram importantes e que hoje não fazem muito sentido. Foi bom...acendi aquele cigarrinho esperto depois (NÃO, NÃO É MACONHA...) rsrs.
E depois da penúltima aula de maratona de jogos (sentirei saudade...adorei hoje brincar de assassino e matar 15 pessoas ^^), passei na casa da minha amiga, a mini-vedete Cintia, e bati um gostoso papo com ela e uma amiga dela. É bom conversar...

E amanhã, de volta à Barra, ao Akxe, ao 175 e consulta da semana com a Lara só às 7 da noite. Droga.

E o thiago continua matando aula...
ai,ai...
heuheuheuheuheuheuhuehueh
(não, não tem graça. hahahaha)

Que dia!

Segunda-feira, 28 de junho de 2008, penúltima segunda de férias. Início do curso de Excel, primeiro contato com um treinamento de RH, teatro, risadas, uma pessoa perdida na barra da tijuca, enfim...tudo de bão!
Começa o dia com a visita a um treinamento de RH, num restaurante no Flamengo. Olhares curiosos, uma psicóloga que adora falar, o que não é nada ruim, além de muito competente nas dinâmicas de grupo. Pratos requintados pra degustação (não é mole comer risoto de frutos do mar e brownie no café da manhã =P), e outras inusitadas situações que só acontecem em séries de tv...¬¬
Após o fato supracitado, um 'tour' na Barra da Tijuca...continuo com a sensação de que jamais iria querer morar lá, mas reconheço que achei o lugar um pouco mais simpático. Isso é claro depois de receber ajuda quanto a como chegar no campus Akxe da estácio de uma adorável socialite 'barratijucana' que anda de 175, conselho que não foi seguido por mim e seguido de má orientação fornecida pelo ignorante trocador do ônibus. Conclusão, uma longa caminhada do Downtown até o Barra Square. Claro que não caminhei isso tudo, logo, um segundo ônibus e mais dinheiro de passagem a toa. Chegando ao referido lugar, mais uma vez me sinto perdido, e ao pedir ajuda pra três pessoas, consigo enfim, após dar a volta pelos prédios do condomino parque das rosas, achar o bendito campus. E lá me perco outra vez, e se não fosse a ajuda de uma simpátississima paty com sotaque mineiro (e que me lembrou muito a isadora, de rosto) me ajudou a achar a laboratorio pro curso. Uma boa aula, com uma professora meio que parecida com aquelas robos didáticas do japão...Uma mulher de aparentes 'quase trinta anos' com a qual conversei animadamente como se fossemos colegas de infância. Final da aula, pego mais um 175 pra voltar, encontro outra oclega de curso no ônibus que pensa que sou maluco por ficar cantando com o mp5 no último volume. Duas horas de sono e avistar os amigos do thi passeando em copa pela janela, me encontro com o Guilherme e seus amigos para assitir "Hamlet- o príncipe da solidão", peça que o Jablonski falou mal à beça...E, o texto não é ruim, mas a interpretação da maioria do elenco...Pareciam vomitar o texto na sua cara...não foi ruim, mas não foi ótimo. Enfim, foi de graça, nem posso reclamar....huheuhuehee

E foi isso. Que dia...nada de mais, mas foi cansativo...

domingo, 27 de julho de 2008

Tequila e Rumba! Combinação PERFIETA!

Ontem foi uma noite incomum, como eu não tinha há meses!

Dancei, bebi (só um pouquinho de tequila...ô trem bão sô!), e dancei...salsa, rumba, lambada, zouk, enfim, ritimos 'calientes'...Indico pra quem curte, nada melhor. Dá pra dar uma mexida no corpo de um jeito fantástico. E como se sua dançando isso, 'mel delz'! Mas só é legal dançar acompanhado (obrigado Carol...no meio daquela semi-casa de prostituição com as pessoas fazendo coreografias de coito, até q nos divertimos bastante, mesmo com nossos amigos parados em pé ou dormindo sentados =P)

Enfim...Não vou querer repetir a dose muito cedo, sou daqueles bobos superticiosos, acreditando que a repetição de atos freqêntes perdem o encanto. Deixe que uma próxima noite sem rumo nos leve a algum lugar que valha a pena. Pode ser que leve a vários que não valham, mas correr o risco é de-li-ci-o-so!

Boa semana! (E sem álcool gente, as férias tão acabando....heuheuueueeuhue)

Retorno depois de meses

Enfim estou de volta; depois de um toque da minha amiga bruna.

Se alguém ler isso aqui, terei novas coisas. Se não lerem, foda-se.

Eram duas mãos, que um dia se encaixaram, como luvas. Permaneceram unidas, por um breve tempo. Porém, assim como tudo que deve ser, foram se separando aos poucos. O aperto foi afrouxando, afrouxando. O suor foi umdecendo o contato, que foi ficando difícil de manter. Por fim, soltaram-se. Foi um momento difícil. Não sabiam mais o que fazer. E quanto mais tentavam se tocar, mais longe ficavam uma da outra. Até que bateram-se. Doeu. Mas bateram-se de novo. E de novo. Não conseguiam mais se tocar, mas numa vã tentativa de retomar o contato, apenas conseguiam se machucar...


D. S.

segunda-feira, 14 de janeiro de 2008

traição...

Até que ponto consideramos alguma coisa como traição?
Um simples olhar para o homem que passa do outro lado da calçada;
Ou uma masturbação noturna pensando no cobrador do ônibus que pegou-se hoje?
Ou, quem sabe, vendo as fotos daquele seu amigo no orkut...vc sente-se atraída.
Ou mesmo o desejo por algum ator que você Vê num filme...
Trair é só o toque?
Ou a intenção, já pode ser considerada traição?
Ah, se fosse assim todos estariam condenados pelas mais altas traições.
Vemos em filmes que paixões loucas e desmedidas fazem termos olhos apenas para um.
Não duvido disso, não mesmo.
Mas será que a atração por um estranho na rua, ou o simplesi nteresse na beleza alheia pode ser o indício de que
em alguma hora,
você vai trair?
Acho forte demais.
Amar alguém, significa viver pra esse alguém, mas isso não significa
que o resto do mundo não existe.
O mundo está aí,
as pessoas estão aí.
Vivemos entre elas,
e se algum dia você desejar alguem que não seja seu namorado, enfim
não sinta-se mal. Sim, você iria chorar se ele dissesse isso pra vc, mas
ele sempre continuará sendo o homem que você ama
e quem você escolheu para estar a seu lado
não importa quanta beleza possa atrair você.
é, no fundo o coração que une, e não há orgasmo nem tesão maior
que o sentimento fulgás que faz vocês dosi querem se ver dia após dia.
Se o sentimento vai um dia acabar, se vai se desgastar
se ele um dia vai deixar de te amar,
ou se um dia vai te trair porque o sexo já não é tão bom
ou porque só o sentimento não faz passar o tesão
isso não importa.
De verdade, apenas o que importa
é se o que sente é verdadeiro, e se isso os deixa felizes.
Podem ficar tristes um dia, alegram em outros.
Mas o amor, mesmo que desbotado, mesmo que acabado,
existiu um dia, e coloriu esse dia
com as mais belas cores que um dia
o mundo já viu.

quarta-feira, 9 de janeiro de 2008

Não faça assim meu amor

Não, não faça assim
meu amor
olhe bem
olhe pra mim
preste atenção
esse é meu coração
não faça assim com ele não
Eu quero dar-lhe a você
dar-lhe de uma vez só
com toda minha força
e o meu amor.
Se você não aceitá-lo
tudo bem,
é mesmo direito seu
mas saiba que
desprezar um amor assim
que so lhe quer o bem
é triste injúria
é um triste fim.
Vou, chorar
digo sim
que vou chorar
sete dias
e sete noites
intermináveis elas vão ser
mas na manhã
do oitavo dia
eu levantar-me-ei
e então meu coração
rifarei.
Vou vendê-lo
a um justo e bom senhor
que comigo terá mais zelo
que você e seu rancor.
Beijos, meu amor,
beijos
E não ria, nunca
nunca,
nunca;
dessa minha dor.

Poema da volta ao mundo

O mundo é pequenino

Para minha gigantesca vontade

Girando um pouquinho

Volto do mundo muito tarde

Sentando em bancos de sal

Na areia colorida do quintal

Eu olho para as estrelas a cintilar

E vejo apenas refletida

A verdade em meu olhar.

Doce é a mentira

A verdade é amarga demais;

Sonhando com mundos de fadas

Encontro-me enfrentando animais.

São meus fantasmas, enormes,

Munidos de tristeza e rancor

Mas meus sonhos também guardam

Muita alegria e um pouquinho

De amor.

A vida, doce vida

(porque a vida é uma mentira)

não permite que eu sinta o amargo

nunca,

nunca; mas,

Mostre-me o mago

Que me enfeitiçou

E eu conserto o estrago

Que o feitiço causou.

Infernos eu atravessei,

Nessa volta ao mundo

Mais tarde, muito tarde eu voltei

Mas a viagem a pena valeu,

Porque com sátiros e unicórnios

Eu me encantei,

Com monstros e feiticeiras,

Eu briguei;

Mas foi em confrontos como esses

Que eu perdi-me de mim mesmo

E um outro eu encontrei.