Dizem um monte de coisa.
Dizem que você é santo, dizem que você é feio.
Dizem que você é doce, dizem que você é estranho.
E dizem pelas costas. Ou, algumas vezes, até dizem pela frente.
Dizem e você pensa, pensa mas não faz mas nada.
E se perde.
E se mistura, com gente que não se merece, e depois se arrepende.
Dai volta atrás, depois correm os anos, e não se sabe mais o que fazer.
Perdido em um mundo sem mapa pra se achar, olha o passado, já não dá mais pra voltar.
E tudo no fim vai acabar.
Vive-se na espera, entre dois gumes, ora se nasce, ora se morre.
E se vive a esperar.
Esperar que ele te ligue,
esperar que ele te olhe,
esperar que alguém sente do seu lado no ônibus e
durma com a cabeça no seu ombro.
E se conhece gente, e se vira gente.
E olha pro alto, liberta o espírito.
Novas coisas virão.
Começa a achar a chave que solta as correntes, tá com ela na mão.
Vai botar na fechadura, ou vai dar pro seu algoz?
domingo, 12 de outubro de 2008
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Um comentário:
Gosteimuitodo que vc escreveu! ALiás, vc escreve bem! Continue assim, não desista. Beijos!
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