
Mary Lou Está sozinha. Sozinha no cinema. Na tela, Casablanca, um filme de amor. Mas ela sente-se sozinha. Pouco importa seus companheiros da sala de projeção, que assitem o filme risonhos ou chorosos, emocionados ou românticos, com seus pares de namorados aos beijos apaixonados. Ela sente-se só. E mesmo que estivesse acompanhada, estaria só. Mesmo em meio a um grupo animado de amigos, Mary Lou estaria só. Então ela levanta e vai, só, a entrada do cinema. Sequer o 'lanterninha' está lá. E ela fica só. E chora, melancólica. Só só, sempre só, como se uma fria e grossa camada de gelo embarreirasse sua relação com o mundo.
Só...
...
Pobre Mary lou, ninguém consegue livrá-la da solidão.
Um comentário:
Triste... mas interessante.
Gostei bem desta.
Abraço!
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