quarta-feira, 9 de janeiro de 2008

Poema da volta ao mundo

O mundo é pequenino

Para minha gigantesca vontade

Girando um pouquinho

Volto do mundo muito tarde

Sentando em bancos de sal

Na areia colorida do quintal

Eu olho para as estrelas a cintilar

E vejo apenas refletida

A verdade em meu olhar.

Doce é a mentira

A verdade é amarga demais;

Sonhando com mundos de fadas

Encontro-me enfrentando animais.

São meus fantasmas, enormes,

Munidos de tristeza e rancor

Mas meus sonhos também guardam

Muita alegria e um pouquinho

De amor.

A vida, doce vida

(porque a vida é uma mentira)

não permite que eu sinta o amargo

nunca,

nunca; mas,

Mostre-me o mago

Que me enfeitiçou

E eu conserto o estrago

Que o feitiço causou.

Infernos eu atravessei,

Nessa volta ao mundo

Mais tarde, muito tarde eu voltei

Mas a viagem a pena valeu,

Porque com sátiros e unicórnios

Eu me encantei,

Com monstros e feiticeiras,

Eu briguei;

Mas foi em confrontos como esses

Que eu perdi-me de mim mesmo

E um outro eu encontrei.

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