
Eram duas mãos, que um dia se encaixaram, como luvas. Permaneceram unidas, por um breve tempo. Porém, assim como tudo que deve ser, foram se separando aos poucos. O aperto foi afrouxando, afrouxando. O suor foi umdecendo o contato, que foi ficando difícil de manter. Por fim, soltaram-se. Foi um momento difícil. Não sabiam mais o que fazer. E quanto mais tentavam se tocar, mais longe ficavam uma da outra. Até que bateram-se. Doeu. Mas bateram-se de novo. E de novo. Não conseguiam mais se tocar, mas numa vã tentativa de retomar o contato, apenas conseguiam se machucar...
D. S.
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