Imagina a cena: uma cama enorme, ambiente com luz negra, música eletrônica com batida cadenciada, três mulheres e 14 homens transando e uma caralhada de gente em volta olhando. Pois é, foi assim que começou o desafio de Gang Bang na quinta passada. A maioria dos casais chegou cedo e como nesta festa não houve limitação do número de solteiros, eles também puderam entrar logo. Teve neguim que chegou lá ao meio-dia pra garantir lugar... Foi mais gente do que esperávamos. Tínhamos limitado em 100 a quantidade de casais, mas achamos sacanagem deixar de fora da farra os oito últimos que chegaram. A quantidade de solteiros não alcançou o máximo e ficou em 44. Poderiam ter entrado mais seis. A expectativa pelo começo do desafio era grande, mas antes fizemos a tradicional entrega das camisinhas coladas nos corpos da Alice e da Patrícia. Esta semana elas tiveram o reforço da Marise, que preparou um biquíni especial de chocolate. A Alice estava fantasiada de coelhinha e a morena com um espartilho de matar qualquer um de tesão. Ô mulé gostosa! Depois da campanha politicamente sacana, fomos todos para a 402 dar banho de chocolate nas voluntárias. Por causa da Páscoa, ao invés do tradicional banho de açúcar, nós lambuzamos as gostosas com calda de caramelo e chocolate. Como tinha muita gente para ajudar a limpar as mulheres, tivemos que limitar a participação em cinco lambidas por pessoa. O problema é que todo mundo só quer lamber os mesmos lugares. Não lembro de ter visto ninguém lambendo o cotovelo da Patrícia ou o tornozelo da Marise. Então carrega-se mais nas partes pudicas e pronto, todo mundo sai feliz da vida. Alguns precisam ser tirados à força, mas nada que um banho frio não resolva. Bem, depois de tanto encher lingüiça, fomos para a cama altar dar início ao que todos esperavam. Muita gente já estava no terceiro andar mandando ver e nem quis saber de guenguibangui. Mesmo assim a boate estava lotada. O DJ anunciou o começo do desafio e subiram Alice, Marise e Juliana para a grande suruba. Isso mesmo, na verdade esse treco é mesmo uma suruba. Só trocaram o nome pra ficar mais comercial. Esse negócio aí o Calígula já fazia em Roma com as mulheres dos senadores, lembra? Por falar em trocar o nome das coisas, quem tem mais de 40 anos deve lembrar que na década de 60 o cara que não tinha uma perna era chamado de perneta. Depois este mesmo camarada sem perna passou a ser chamado de aleijado. O tempo foi passando e ele virou paraplégico. Quando começou a aparecer esse negócio de ONG, virou deficiente físico. Agora a coisa anda tão chique que nosso perneta velho de guerra é chamado de pessoa portadora de necessidades especiais. É mais ou menos o que aconteceu com a velha suruba... A maratona estava animada, mas começou a ficar perigosa. A cama altar é suspensa e já tinha quase vinte pessoas lá em cima. Resolvemos transferir e distribuir todo mundo pelas outras suítes. Só quem ficou na cama altar foi a Marise. Que disposição, quanto fôlego, que resistência... A lourinha traçou 39 marmanjos. Fez pela frente, por trás, por cima e várias duplas penetrações. O marido dela estava ao lado o tempo todo contabilizando e conferindo as camisinhas. Não teve pra ninguém. Ela é a nova rainha do Ibiza. A Alice bem que tentou, mas esta foi a sua primeira vez. Minha mulher até que se esforçou mas parou no décimo segundo. Ela deu uma idéia muito interessante. Que os mais bem dotados ficassem para o final. Na entrevista logo após a partida ela disse – Bem, eu vim para disputar, mas sabe como é, estamos aqui para somar, o importante é competir e vamos nos concentrar para ganhar os três pontos no próximo jogo. A coitada deu azar de pegar uma meia-dúzia de pés-de-mesa e acabou não indo muito longe. E olha que o nosso amigo Tigre não estava lá... Ela prometeu treinar mais para o próximo desafio que deverá acontecer em maio. Aliás, o sucesso do Gang Bang foi tão grande que estamos pensando em destinar uma quinta por mês para ele. Aceitamos sugestão. Tá tudo muito bom, tudo muito legal, tudo muito animado, mas houve problemas também. Alguns casais escolheram logo esta festa para fazer a estréia. Imagina isso... Teve um que entrou, não ficou meia hora e saiu como se a mulher, pálida coitada, tivesse visto o bicho papão. Como se a Cuca tivesse aparecido pra ela e feito búúúúúúúú. Dureza... Nós tivemos o maior cuidado de avisar a todos sobre o tema da festa. Não houve uma só pessoa que entrou desavisada. Mas acho que muitos não levaram fé que a 18A é uma festa onde as coisas acontecem. Até casais mais experientes que estão acostumados aos clubes tradicionais, com pista de dança, show de strip tease e inocentes sarrinhos no escuro se impressionam com o Ibiza. Uma coisa muito boa pra todos foi que, apesar da quantidade de solteiros presentes, não houve uma reclamação sequer de abordagem indevida. Só reclamaram de um mala (sempre tem algum para encher a porra do saco) que não comeu ninguém, mas bebeu champange demais e ficou falando alto ao lado dos casais transando. Sobrou pra mim o bagaço da laranja... tive que falar meia dúzia de grosserias no ouvido do chato e mostrar pra ele a saída. Não sabemos se é o clima erotizado do hotel, se são as provocações feitas pelas brincadeiras do açúcar e da camisinha, mas o fato é que o bicho pega pra valer. Não há uma alma que saia de lá sem fazer ou ver alguma coisa. Alguém disse na semana passada que a 18A separa os homens dos meninos. Gostei disso. Esta foi nossa intenção quando criamos a 18A. Não agüentávamos mais a mesmice, não queríamos uma festa mais social do que sexual. Estava muito difícil alguém se excitar e transar com gente vendo novela na mesma suíte. Não dava pra fazer sexo animal com neguim ao lado trocando receita de bobó de camarão. Então é isso. A 18A continuará ousando a cada quinta-feira. Deixe o mau humor de lado, prepare a patroa e venha correndo participar da festa que está, de novo, fazendo as coisas acontecerem.
segunda-feira, 4 de agosto de 2008
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