segunda-feira, 29 de outubro de 2007

Eu ando

Por entre as ruas dos mistérios de uma paixão, sintindo-me perdido novamente. Mas, agora, com um diferencial: posso não saber por onde ando, mas em mim foi gravado um mapa, que consulto vez por outra, a fim de pesquisar futuros obscuros. Sou louco e santo ao mesmo tempo, quando aos afagos de meu amor me rendo. Vou perdendo minha dignidade, aos poucos e tão frágilmente conseguida, em nome de causas e paixões desmembradas por sonhos inúteis e destruídos por uma centelha de passado. Ah, o passado...esse que teima me lamber minha nuca nas noites frias de setembro. Esse que me assombrou por dias e dias a fio, mas que agora já não me assusta mais. Ganhei um aliado, e sobre ele poucos podem exercer poder. Mas nem adianta tentar conversar...minha língua é grande demais para soletrar qualquer palavra. E no fim de tudo, acordarei numa cama macia, velha e enferrujada; enrolado em cobertores comidos de traça, mofados e cheirosos. Olharei em volta e não verei nada...pois não há nada...não há nada...

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